A Roupa de Casa

"Quero que ele use as suas camisas, não essas roupas genéricas do lar." O pedido é compreensível - é identidade, é memória. Mas a resistência tem fundamentos práticos incontornáveis: os processos de lavandaria industrial com desinfeção térmica destroem tecidos delicados; a marcação individual de cada peça requer sistemas complexos; a perda ou troca de roupa pessoal gera conflitos constantes. Mais importante ainda: a uniformização parcial facilita a dignidade - quando todos vestem roupas institucionais adequadas, ninguém se destaca pela deterioração das suas peças pessoais. A resistência não nega a identidade. Apenas a protege de forma diferente, mais sustentável e igualitária.

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