Saídas Frequentes e Prolongadas
"Queremos levá-lo para casa todos os fins de semana." O desejo é nobre - família, afeto, normalidade. Mas a resistência fundamenta-se em evidência clínica preocupante: cada saída-regresso é uma readaptação traumática para muitos idosos. Segunda-feira chega confuso, desorientado, por vezes agitado. A continuidade terapêutica quebra-se - medicação irregular, alimentação descontrolada, ritmos de sono alterados. E há o impacto emocional: alguns residentes vivem a "perda" repetida da família cada domingo à noite. A resistência não proíbe visitas ou saídas - regula-as em função da capacidade adaptativa individual. Porque às vezes, menos mobilidade externa significa mais estabilidade interna. E estabilidade é terapêutica.